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A alfabetização e o letramento são conceitos diferentes, mas relacionam-se com o processo de aprendizagem da criança. De acordo com Soares (2003, p. 47), “o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado”. Dessa forma, em relação ao letramento, pode-se afirmar que:
envolve apenas a habilidade de interpretar letras e palavras, tem pouca conexão com a aplicação significativa da linguagem escrita em contextos práticos, na compreensão de textos, na criação de escritos e na participação em atividades sociais que requerem leitura e escrita
engloba não apenas a capacidade de decifrar letras e palavras, mas também o uso significativo da linguagem escrita em situações reais, como na comunicação, na interpretação de textos, na produção de escritos e na participação em atividades sociais que envolvem a leitura e a escrita
trata-se de uma etapa subsequente à alfabetização, indicando que após a criança aprender a decifrar letras e palavras, ela automaticamente se torna letrada. Isso implica que não há distinção significativa entre alfabetização e letramento, sugerindo que são processos praticamente idênticos
refere-se, exclusivamente, à habilidade de ler e escrever em um nível básico, sem considerar a necessidade de compreender e aplicar essas habilidades em situações do cotidiano ou em contextos mais amplos. Limita-se à decodificação de textos simples, ignorando a importância da compreensão em práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita