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A presença do multiculturalismo tem desafiado os processos educacionais escolares para a educação intercultural, na perspectiva de superação das práticas pedagógicas monoculturalistas, etnocêntricas e excludentes. A pedagogia monocultural torna-se responsável, em um sentido metafórico, pela construção dos “muros escolares”, dos muros da igualdade nas desigualdades, dos preconceitos, das discriminações, das supervalorizações de alguns conhecimentos em detrimento de outros, dos processos competitivos, classificatórios e excludentes e da violência. Desse modo, a proposta da educação intercultural, em uma sociedade contraditória e conflitiva protagonizada pelos conflitos estruturantes (de classe), impulsiona a reinvenção dos processos educacionais como força contra-hegemônica e de resistência, na ousadia de romper com os “muros hegemônicos”. Assim, o educador com perfil da educação intercultural visa:
Considerar a diversidade cultural como um obstáculo e um deficit ao processo de ensino-aprendizagem.
Defender um curriculum fechado e homogêneo, veiculando uma cultura oficial para todos – o etnocentrismo.
Promover a competição dos alunos, criando dispositivos de compensação (educação compensatória) para os mais “fracos” /
Reconhecer e valorizar as expressões culturais particulares de todos os agrupamentos humanos, não só por uma razão epistemológica, evitando, assim, todas as formas de etnocídio epistêmico, mas também por razões éticas e políticas.