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Para Charlot (2005), a educação escolar contemporânea precisa repensar e transformar muitas das práticas pedagógicas atuais. O autor enfatiza que não é suficiente defender a escola pública, é necessário fazer da escola um tempo-espaço para que os alunos, além de alcançarem o direito de ir à escola, possam efetivamente se apropriar dos saberes que fazem sentido para a vida em sociedade e não acessarem meras informações já disponibilizadas na internet. Na perspectiva de Charlot, os alunos precisam acessar saberes que esclareçam o mundo. O autor defende que a escola trabalhe com igualdade de condições e justiça social para todos os alunos, promovendo os seguintes direitos:
Direito à atividade intelectual, à expressão, ao imaginário e à Arte, ao domínio de seu corpo, à compreensão de seu meio natural e social, às referências que permitem construir suas relações com o mundo, com os outros e consigo mesmo.
Direito à progressão escolar, à Arte, à compreensão de seu meio natural e social.
Direito ao acesso de seu percurso formativo, às relações com o saber, à Pedagogia das Competências, a bolsas de estudo.
Direito à frequência, a atividades de cultura e lazer, à interação com sujeitos mais experientes da cultura.
Direito à rentabilidade a curto prazo pelo simples domínio de competências, a acessar os conteúdos curriculares, a ser avaliado por uma avaliação emancipatória.