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Ao tratar do papel do supervisor escolar, Vasconcellos (2007), em uma obra que aborda especificamente essa questão "Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político pedagógico ao cotidiano da sala de aula" - discute o papel do supervisor escolar sob duas perspectivas, uma negativa e outra positiva, ou seja, o que não é e o que deve ser esse profissional. Nesse contexto, ele aponta que o supervisor:
"não é fiscal de professor, não é dedo-duro (que entrega os professores para a direção ou mantenedora), não é pombo correio (que leva recado da direção para os professores e dos professores para a direção), não é coringa/tarefeiro/quebra galho/salva-vidas (ajudante de direção, auxiliar de secretaria, enfermeiro, assistente social etc.), não é tapa buraco (que fica "toureando" os alunos em sala de aula no caso de falta de professor), não é burocrata (que fica às voltas com relatórios e mais relatórios, gráficos, estatísticas sem sentido, mandando um monte de papéis para os professores preencherem - escola de "papel"), não é de gabinete (que está longe da prática e dos desafios efetivos dos educadores), não é dicário (que tem dicas e soluções para todos os problemas, uma espécie de fonte inesgotável de técnicas e receitas), não é generalista (que entende quase nada de quase tudo)".
Partindo dessa discussão de Vasconcellos (2007), podemos apontar, em uma perspectiva positiva, que o supervisor escolar é necessariamente:
Um profissional a quem cabe realizar a análise de contextos socioeconômicos e culturais dos estudantes.
O único profissional a quem cabe a escolha de livros didáticos e que está incumbido de registrar a escolha no sistema do PDDE.
O profissional a quem cabe realizar as compras da escola, a organização de festividades escolares e a folha de pagamento dos professores.
Um profissional a quem cabe realizar o controle diário de frequência dos estudantes.
O profissional a quem cabe corrigir todas as avaliações que serão aplicadas pelos professores, individualmente, não devendo nenhuma avaliação ser aplicada sem que passe pelo seu crivo.