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Leia o relato, abaixo:

https://www.gov.br/mec/ptbr/media/seb/pdf/publicacoes/educacao_infantil/revis tadeeducacaoinfantil_2012.pdf
Pela exposição da professora, pode-se concluir que:
Quando as paredes das salas de aula estão repletas de desenhos fixos pintados por adultos, com personagens infantis de origem europeia ou norte-americana, exortações religiosas de uma única religião, ou ainda letras e números com olhos, bocas e roupas etc., há uma concepção de infância acertada e própria da comunidade das unidades escolares infantis.
A escolha das imagens que povoam a unidade educativa deve incluir a questão racial com imagens de negros em posição de prestígio, motivos da arte africana, reproduções de obras de artistas negros, fotos das crianças e de suas famílias, e nos espaços mais destacados, os desenhos e as produções das crianças etc.
Os artefatos culturais presentes nas paredes das salas de aula ou corredores das creches e das pré-escolas nunca oferecem imagens distorcidas, muitas vezes preconceituosas e estereotipadas dos diferentes grupos raciais ou interferem na autoestima das crianças que as frequentam.
A forma como as salas de aula e a escola são decoradas, não traduz ideologias e concepções dos profissionais que planejam e educam, muito menos por meio das oportunidades criadas na organização do tempo, do espaço e dos materiais, nem explicita e nem implicitamente.