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Apple (2006), em seus estudos, aponta saídas para superar esta condição da prevalência da lógica do capital sobre o sistema educacional. Para o autor, prioritariamente, faz-se necessário entender que tipo de escola se quer defender, reconhecendo os elementos positivos e negativos, construindo uma esfera pública que desafie o modelo neoliberal. Para Apple, há uma luta entre o domínio das necessidades sociais e, nesse sentido, a defesa de políticas de inclusão e de educação de qualidade. Ocorre, assim, o domínio da racionalidade financeira em defesa de políticas neoliberais, prevalecendo no indivíduo a culpa e, portanto, a exclusão.
APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
Sobre a defesa de políticas de inclusão, o currículo de abordagem crítica defende que
o currículo tem como cerne os elementos do processo de ensino e aprendizagem, principalmente a didática e a avaliação.
os conteúdos curriculares devem estar interligados à realidade dos educandos, tais como a desigualdade social, pois além de reconhecer que é pela cultura que a escola transmite as experiências acumuladas socialmente aos alunos, é também por meio da educação e de seus conteúdos que se pode mudar a cultura que reafirma as desigualdades.
a tolerância entre as diferentes identidades culturais constitui o discurso para o currículo multicultural que difere do currículo normativo escolar.
as relações de desigualdade social ou de gênero são narrativas discursivas sobre a identidade e se fundamentam no currículo pós-colonial.