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Observando a relação professor-aluno, no cotidiano escolar, uma das características do educando que parece permear a prática pedagógica é a de que ele é um ser passivo. Basta observar uma sala de aula e veremos que, na maior parte das vezes, o professor considera que o aluno deve estar ali para receber as “suas lições” e, depois, no final de uma unidade de ensino, devolvê-las em provas e testes exatamente como foram ensinadas, até mesmo nas vírgulas e pontos. Não é que o aluno seja propriamente passivo; mas, segundo o senso comum, deve sê-lo.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 2021, p. 123.
Considerando o texto acima, assinale a opção que expressa a concepção de ensino que corresponde a tal descrição.
A difusão de conteúdos abstratos não é tarefa primordial da escola, mas o ensino faz-se através de conteúdos concretos, vivos e indissociáveis da realidade social.
A escola cumpre o papel de exercer uma transformação na personalidade dos alunos em sentido coletivo e libertário.
O sentido do ensino consiste na promoção de saberes que fomentem uma conscientização da realidade nos educandos direcionada à transformação social.
O papel da escola deve centrar-se na formação de atitudes, preocupando-se mais com os problemas psicológicos do que com os pedagógicos e sociais.
Os conteúdos são transmitidos de maneira independente da experiência do aluno e de sua realidade social, possuindo um valor intelectual.