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Em uma das entrevistas que compõem o livro A educação na cidade, Paulo Freire (1995) – à época, Secretário Municipal de Educação de São Paulo – é interrogado: “O que o senhor fará diante da evasão escolar, que é muito grande?”.
Em sua resposta, coerente com sua perspectiva mais ampla, Freire
recusa o conceito de evasão, afirmando que as crianças populares brasileiras são expulsas da escola por razões internas e externas.
ratifica o problema da evasão, explicando-o pela centralidade equivocada que as questões de ordem material adquirem nas metas educativas.
contesta o fenômeno da evasão, salientando que o problema está nos obstáculos ao acesso à escola, e não na permanência.
demonstra a recorrência da evasão, justificando-a a partir de uma cultura popular em que as crianças evadem da escola porque têm outros interesses.
formaliza a concepção de evasão, equiparando-a à expulsão promovida por questões de antipatia pessoal por parte dos educadores.


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