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Na estrutura organizacional da escola pública, o papel desempenhado pelo diretor é um dos aspectos mais relevantes. Em pesquisa a esse respeito, Paro (2007) coletou diferentes depoimentos de profissionais de uma escola municipal e observou que parte deles tem uma percepção negativa sobre a atuação da direção escolar, entendendo que o problema está “nas pessoas que estão à frente”. Para o autor, isso indica que
a renovação do quadro diretivo das escolas tornou-se uma urgência, sendo necessário que o Poder Executivo realize indicações a fim de substituir esses sujeitos que limitam a gestão democrática por outros mais bem preparados.
o Estado tem falhado no acompanhamento e controle da implementação das práticas de gestão democrática, deixando que a cultura escolar siga à mercê dos sujeitos locais ao invés de seguir as leis e as regras para todos.
as pessoas desconsideram o papel das condições materiais sobre o modo de agir dos indivíduos, ou seja, espera-se encontrar sujeitos ‘ideais’, que sejam democráticos, ignorando que o contexto promove burocracia e autoritarismo.
os professores se mantêm dependentes e submissos à direção escolar, o que gera uma posição confortável de redirecionamento da culpa pelos problemas e pela falta de qualidade da escola, recusando-se, na prática, ao bom trabalho.
a direção escolar deve planejar a democratização da educação em sua unidade, sendo o diretor seu polo gerador e irradiador, enquanto os demais sujeitos (alunos, professores e comunidade) são responsáveis pela operacionalização do plano.