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Uma solução apresentada pela autora para a crise da...

O texto a seguir serve de base para responder às questões 26 e 27:


Autoridade e contrato pedagógico em Rousseau


Maria de Fátima S. Francisco


A crise da autoridade docente é uma das questões que mais têm preocupado e desafiado os educadores. Um ponto sobre o qual se está normalmente de acordo acerca desse assunto é que ele é dos mais difíceis de serem pensados – de se encontrar abordagens teóricas esclarecedoras –, para não mencionar a dificuldade ainda maior de se encontrar resoluções práticas para a crise.

Acreditamos, nesse sentido, que uma visita aos chamados “clássicos” pode trazer-nos eventualmente alguma perspectiva para a qual talvez não tenhamos atentado o suficiente e, desse modo, iluminar nosso olhar sobre um tema que nos inquieta. É com tal intenção que propomos aqui um retorno ao pensamento filosófico e pedagógico do século XVIII, mais precisamente aquele de Jean-Jacques Rousseau. Indo na trilha das convicções de Hannah Arendt, diríamos que é fundamental retomar o fio da tradição, que faz nossa ligação com o passado, mormente quando se trata de crises no campo dos relacionamentos humanos. Pois é possível que estejamos deparando com problemas e questões com as quais os homens do passado também já depararam, e para os quais podem ter encontrado soluções e perspectivas de apreensão que, se não puderem ser reproduzidas por nós, podem ao menos nos indicar um caminho de problematização, a partir do qual nós poderemos formular nossas próprias soluções e perspectivas de apreensão.


S. FRANCISCO, M.F. Autoridade e contrato pedagógico em Rousseau. In: AQUINO, Júlio Groppa. Autoridade e autonomia na escola alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus Editorial, 1999, p. 101. 4ªed. Com adaptações.

Uma solução apresentada pela autora para a crise da autoridade docente é:


A

O retorno a pensamentos clássicos, como o de Rousseau, cuja revisitação por parte do educando permitirá ao aluno saber lidar melhor com o professor.


B

O retorno a pensamentos clássicos, como o de Rousseau, pois é possível que os problemas enfrentados hoje já tenham sido enfrentados no passado.


C

O retorno a pensamentos clássicos, como o de Hannah Arendt, cuja tradição filosófica é completamente oposta àquela a que se filia Jean-Jacques Rousseau.


D

O retorno a pensamentos clássicos, como o de Rousseau, cuja obra trata exclusivamente de crises no campo dos relacionamentos humanos.