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Cada escola constrói seu acervo cultural próprio, que é transmitido aos novos membros, operando “como elemento de ajustamento dos mesmos ao novo ambiente” (Lück, 2010, Gestão da cultura e do clima organizacional da escola). Para a autora, isso significa que há
oposição à inovação, pois os novos membros têm suas ideias e repertórios diversos tolhidos pela força do status quo, que os integra a uma cultura preexistente, conservadora e, consequentemente, estática.
um compartilhamento, o que não implica necessariamente harmonia, pois um traço de uma cultura pode ser a divergência e até mesmo o antagonismo entre grupos de participantes.
uma apropriação cultural do velho pelo novo, levando à destituição hostil dos antigos sujeitos de poder da organização, o que significa a renovação de seus agentes, mas não de seu padrão cultural.
homogeneidade cultural, como de resto em todo tipo de organização, pessoas que variavam entre si vão gradualmente se tornando mais similares a partir da interação coletiva e da primazia desta sobre individualidades.
personalismo, na medida em que esse processo de apresentar a cultura depende da força de autoridade ou persuasão do agente organizacional, que se empodera justamente por meio desse processo de tutoria do novo.


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