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construção das políticas sobre diversidade cultural e, ou étnicorracial é uma realidade que está na agenda de todos os países do mundo. A imagem de um Estado-Nação construido com base numa única cultura, isto é, numa única língua, numa única religião, numa única visão do mundo, está-se tornando cada vez mais uma raridade, se não um mito. No que diz respeito à educação voltada para a cidadania e diversidade e sua relação com a construção de um modelo de sociedade, NÃO é possível conceber.
A falsa imagem dos países ocidentais monoculturais é cada vez mais contestada pelas novas correntes migratórias vindas dos países ditos do terceiro mundo: da África, Asia, América do Sul e do Oriente Médio, que levaram para esses países outras culturas, construíram novas diásporas e reivindicam o reconhecimento público de suas identidades, de suas religiões e visões de mundo.
A melhor educação é somente aquela que nos permite dominar a razão instrumental que auxiliará nossa sobrevivência material numa sociedade baseada na lei do darwinismo social.
A questão fundamental que se coloca hoje é o reconhecimento oficial e público das diversidades que até hoje estão sendo tratadas desigualmente no sistema educacional brasileiro. Acresce que os portadores dessas identidades de resistência são ainda vítimas dos preconceitos e da discriminação racial, até mesmo da segregação racial de fato.
Construir políticas sobre a diversidade cultural e implantá-las no nosso sistema educacional, não significa destruir a unidade nacional como pensam alguns defensores das teses de Gilberto Freyre. Seria simplesmente equacionar a unidade com a diversidade, ou seja, construir a unidade respeitando a diversidade que constitui sua matéria-prima e fonte da riqueza coletiva e do enriquecimento individual.