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Procuram-se grupos de professores inquietos. Mais ainda:...

Procuram-se grupos de professores inquietos. Mais ainda: insatisfeitos com algum aspecto do lugar onde vivem e dispostos a fazer algo para mudar. Qual escola não quer melhorar sua própria comunidade? Qual comunidade não quer uma escola que a abrace, envolvendo-a em uma proposta amparada na ideia de ser mais sustentável? Isso significa, também, tornar-se mais forte, mais bem preparada para lidar com seus próprios problemas a partir de soluções locais.


CARTA NA ESCOLA. São Paulo: Editora Confiança, n. 25, p. 2, abr. 2008.


Com base no texto e a partir de uma visão freireana da educação, o educador deve intervir na realidade de maneira a


A

assumir uma abordagem macroteórica da sociedade e compreender a educação como forma de reprodução ideológica em defesa dos interesses da classe dominante, que, na maioria das vezes, cria uma falsa consciência que impede a classe proletária de perceber os próprios interesses.


B

entender a prática educativa como não neutra e a serviço da compreensão e da transformação da realidade, alicerçada em uma visão progressista da educação, sustentada por finalidades sociopolíticas que permitam uma análise crítica das realidades sociais, considerando-se os condicionantes socioeconômicos que atuam no processo de aprendizagem.


C

proclamar a educação como uma luta contra os instintos naturais ligados às funções biológicas elementares e contra a natureza, que deve ser dominada para tornar o homem capaz de ter na educação uma contraideologia ou uma nova hegemonia, para a conquista da cidadania pela elevação cultural das massas.


D

observar a educação sistemática como racionalidade instrumental de dominação burocrática e fonte de um novo princípio de controle, sendo fator de seleção e estratificação social, dotada de conteúdos e regras direcionadas à qualificação para o gerenciamento racional do Estado, das empresas e da política.


E

E perceber a função moralizadora da educação, possibilitando que as novas gerações se apropriem de um conjunto de valores, regras e atitudes para a manutenção da coesão social pelo desenvolvimento do senso de disciplina, de pertencimento e de autonomia individual, em uma visão funcionalista da sociedade, em que a educação contribui para mantê-la saudável.