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Com base nas reflexões de Audrei Gesser (2009), diferentes abordagens metodológicas no ensino de línguas evidenciam distintos focos pedagógicos. A abordagem gramatical, de base estruturalista, privilegia a organização formal da língua e seu ensino por meio de regras, enquanto a abordagem comunicativa emerge como uma resposta crítica a esse modelo, valorizando a significação construída nos contextos de uso, especialmente em interações reais e socialmente situadas. Considerando essas perspectivas, assinale a alternativa que melhor explicita a distinção entre as duas abordagens.
A abordagem comunicativa considera a linguagem como um sistema abstrato e autônomo, cujas estruturas devem ser adquiridas antes do contato com contextos de uso, ao passo que a abordagem gramatical foca na utilização das regras em favor de práticas comunicativas.
A abordagem gramatical orienta-se por uma concepção pragmática de língua, tratando o significado como elemento contextual e situado, enquanto a abordagem comunicativa pressupõe um modelo de língua que pode ser aplicado a qualquer situação comunicativa.
A abordagem comunicativa baseia-se em uma perspectiva interacional e significativa de linguagem, priorizando a construção de sentidos em situações autênticas, enquanto a abordagem gramatical se ancora na memorização e na reprodução de padrões estruturais previamente definidos.
Ambas as abordagens compartilham a centralidade do ensino explícito da gramática, diferenciando-se pelo suporte metodológico: na abordagem comunicativa, por meio da imersão cultural; e na abordagem gramatical, por meio de análise metalinguística.
A abordagem gramatical adota práticas normativas, formalistas e pragmáticas para garantir a correção linguística, enquanto a abordagem comunicativa propõe que a linguagem é construída socialmente por meio da interação e da troca simbólica, sendo sua ênfase na comunicação real.