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A violência nas escolas não é um fato novo. Todavia, é uma realidade preocupante, considerada como consequência da violência estrutural que vem se disseminando no meio social, representando, na verdade, um obstáculo para o desenvolvimento da prática docente, da convivência harmoniosa na escola e consequentemente de um processo educativo mais efetivo e participativo. Por isto, faz‑se mister a busca de novas formas de intervenção para o enfrentamento desta e de outras dificuldades que batem à porta da escola.
É relevante destacar neste processo o papel dos educadores, e em especial do professor, do ensino básico, principalmente do Ensino Fundamental, que suscita investimento no seu saber‑fazer, tornando‑se crítico, sujeito de mudança e transformação, sensível e democrático, vislumbrando, no aluno, o agente pensante, reflexivo, criativo, para juntos construírem e crescerem fazendo a diferença.
PEREIRA, Maria Auxiliadora. Violência nas escolas: visão de professores do Ensino Fundamental sobre esta questão. 2003. Dissertação (Mestrado em Educação) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
De acordo com a autora, o papel dos educadores no enfrentamento da violência nas escolas está associado ao
aumento da pressão sobre os alunos para que se comportem de acordo com as normas estabelecidas.
desenvolvimento de estratégias de punição mais severas para os alunos que apresentam comportamentos violentos.
afastamento temporário da prática de ensino para focar nas questões sociais, mas urgentes nesse contexto da realidade escolar.
investimento no desenvolvimento de um saber‑fazer crítico, sensível e democrático, visando transformar os alunos em agentes de mudança.