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Leia o seguinte texto que corresponde a uma adaptação de um excerto da Base Nacional Comum Curricular, Brasil, e responda às próximas duas questões.
Na perspectiva do ensino de Inglês como Língua Franca, são acolhidos e legitimados os usos que dela fazem falantes espalhados no mundo inteiro, com diferentes repertórios linguísticos e culturais, o que possibilita, por exemplo, questionar a visão de que o único inglês “correto” — e a ser ensinado — é aquele falado por estadunidenses ou britânicos. Mais ainda, o tratamento do inglês como língua franca o desvincula da noção de pertencimento a um determinado território e, consequentemente, a culturas típicas de comunidades específicas, legitimando os usos da língua inglesa em seus contextos locais. Esse entendimento favorece uma educação linguística voltada para a interculturalidade, isto é, para o reconhecimento das (e o respeito às) diferenças, e para a compreensão de como elas são produzidas nas diversas práticas sociais de linguagem, o que favorece a reflexão crítica sobre diferentes modos de ver e de analisar o mundo, o(s) outro(s) e a si mesmo.
Qual das seguintes estratégias de ensino aborda de maneira central a ênfase curricular que se depreende deste texto?
ser ajudados a compreender a adoção da perspectiva do Inglês como Língua Franca como resultado do empoderamento de línguas e culturas não dominantes.
favorecer aos estudantes o contato com as variedades linguísticas britânica e estadunidense, para mais tarde optarem por aquela com que lidam com maior facilidade.
trabalhar a leitura dos textos e do mundo de forma crítica mesmo em turmas com estudantes que disponham de repertórios linguísticos e culturais restritos.
compreender que qualquer proposta de ensino de língua inglesa é válida, já que é fato inegável que línguas e culturas diferem entre si.
ter a liberdade de focar, em suas aulas, a variedade da língua inglesa com que estão mais familiarizados ou pela qual os estudantes demonstram maior interesse.