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De acordo com o texto, a principal mudança na função do professor de Língua Portuguesa no cenário atual é:
Priorizar o ensino da gramática normativa em detrimento do uso das tecnologias digitais.
Atuar como um facilitador que ajuda o aluno a filtrar e dar significado ao grande volume de informações disponíveis.
Concentrar-se na transmissão de conteúdos estanques para garantir que o currículo seja cumprido integralmente.
Restringir o ensino à decodificação mecânica de textos, visando à agilidade na leitura.
Ignorar as nuances da intencionalidade discursiva para manter a neutralidade do ensino da língua.
As estratégias de leitura em sala de aula, como a leitura silenciosa, oralizada e dramatizada, ampliam as formas de interação do aluno com o texto. Cada modalidade favorece diferentes processos cognitivos, como a compreensão global, a expressividade e a construção de sentidos. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:
A leitura oralizada e a dramatizada atendem a funções de animação didática, cabendo à silenciosa a função central de análise textual e interpretação segundo critérios metodológicos rigorosos.
As diferentes estratégias de leitura devem ser articuladas a objetivos pedagógicos coerentes, atuando como meios de acesso à pluralidade interpretativa e à constituição do sujeito leitor.
A leitura oral, por demandar fluência e pontuação expressiva, contribui para o refinamento da escuta e legitima a apreensão do texto em sua materialidade sonora e estrutura gramatical normativa.
A leitura silenciosa favorece o domínio da estrutura do texto, mas seu uso isolado tende a limitar as possibilidades de circulação social da leitura no ambiente escolar e fora dele.
A dramatização de textos literários favorece a expressão corporal, embora esvazie a dimensão reflexiva da leitura, pois prioriza o desempenho performático sobre a construção do sentido.
A noção de oralidade e escrita como práticas sociais distintas, mas complementares, implica que o ensino de Português deve abordar as especificidades de cada modalidade, reconhecendo que a oralidade não é meramente uma versão falada da escrita, possuindo gêneros, estratégias e estruturas próprias que devem ser desenvolvidas de forma sistemática em sala de aula, mas sem a interferência de gêneros escritos para não contaminar a espontaneidade.
Certo
Errado
Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de disputa por legitimidade, é uma habilidade prevista para a área de Linguagens pela BNCC do Ensino Médio. Para mobilizar essa habilidade no componente curricular Arte, são descritos os seguintes objetos de conhecimento:
forma de registro, arte naturalista e natureza.
processo de sedentarização, contexto rupestre e registro.
ser humano, arte rupestre e forma de registro.
arte naturalista, registro rupestre e ser humano.
natureza, ser humano e processo de sedentarização.
As estratégias de leitura denominadas skimming e scanning são adequadamente definidas como
técnicas de leitura voltadas apenas a textos de natureza acadêmica.
estratégia para tradução e ferramenta de interpretação crítica, respectivamente.
estratégia para leitura detalhada e ferramenta de análise sintática, respectivamente.
estratégias de leitura aplicáveis exclusivamente a textos literários.
estratégias de leitura para a identificação da ideia geral do texto e para a busca de informações específicas, respectivamente.
No contexto do ensino globalizado, o professor de língua espanhola deve
relacionar a língua a diferentes áreas do conhecimento.
limitar-se a livros didáticos que abordem a variação linguística em diferentes países.
centrar sua prática em exercícios de repetição que auxiliem o aluno a fixar estruturas da língua.
priorizar a abordagem de conteúdos gramaticais, com foco nos aspectos sintáticos da língua.
desconsiderar temas sociais e políticos em sala de aula, para evitar polêmicas.
Na relação de ensino-aprendizagem da língua espanhola, a integração de habilidades linguísticas tem por objetivo
estar direcionada à centralização do professor em sala de aula.
fragmentar o ensino em atividades isoladas de gramática, vocabulário e pronúncia.
favorecer o desenvolvimento da competência comunicativa.
priorizar a repetição de estruturas gramaticais sem contextualização prática.
promover o uso artificial da língua em contextos virtuais.
Nas práticas e interações na Educação Infantil, infância e linguagem se expressam em múltiplas formas de comunicação. Assinale a alternativa correta.
A linguagem se organiza principalmente por fala correta e repetição de palavras, e o desenho e o gesto entram como apoio secundário para manter atenção do grupo.
A linguagem se manifesta em fala, gesto, brincadeira e desenho, e as interações sustentam construção de sentido, ampliação de repertório e participação, com adulto como parceiro de diálogo.
A linguagem se forma por treino de letras e sílabas, e a brincadeira atua como pausa para recuperar energia, mantendo pouca relação com comunicação e expressão.
A linguagem se desenvolve por silêncio e observação, e a participação da criança depende de regras rígidas de fala, com pouca abertura para narrativas e perguntas.
A linguagem se restringe a nomear objetos, e a interação com pares gera dispersão, sendo preferível comunicação dirigida por adultos, com pouca conversa entre crianças.
Em uma turma do Ensino Fundamental, o professor organiza uma sequência didática em que os estudantes analisam diferentes gêneros textuais, como notícias, propagandas e cartazes. Em seguida, são convidados a produzir textos considerando o contexto de circulação, o público-alvo e a finalidade comunicativa de cada gênero.
De acordo com a BNCC e o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), o trabalho com gêneros textuais, conforme descrito, tem como principal objetivo:
Ensinar regras fixas de escrita, independentes do contexto de uso.
Reduzir a produção textual, priorizando apenas a análise de modelos.
Priorizar textos literários como base para todas as práticas de linguagem.
Desenvolver competências de uso da linguagem em diferentes contextos sociais e comunicativos.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a prática de análise linguística/semiótica deve envolver a reflexão consciente sobre a materialidade dos textos para compreender seus efeitos de sentido. Uma habilidade desse documento que exemplifica, de maneira predominante, essa prática de linguagem é:
(EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes [...].
(EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos linguístico-discursivos de prescrição, causalidade, sequências descritivas e expositivas e ordenação de eventos.
(EF69LP03) Identificar, [...] em reportagens e fotorreportagens, o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem [...]; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.
(EF69LP07) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação [...], utilizando estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos [...].
(EF69LP10) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, [...], orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.
Segundo Cagliari (2002, p. 28), “O objetivo mais geral do ensino de português para todas as séries da escola é mostrar como funciona a linguagem humana e, de modo particular, o português; quais os usos que tem e como os alunos devem fazer para estenderem ao máximo, ou abrangendo metas específicas, esses usos nas modalidades escrita e oral, em diferentes situações de vida.” A partir disso, é correto afirmar que a postura pedagógica adequada do professor deve:
Orientar a criança sobre a importância do domínio das regras normativas do idioma como possibilidade única de expressividade discursiva.
Mostrar à criança que existe uma língua falada e uma língua escrita que, em suas diversas variedades, servem a diferentes propósitos.
Instruir a criança a respeito da predominância da modalidade normativa em detrimento de aspectos da oralidade.
Expor para a criança como a limitação da expressividade por meio da oralidade pode se mostrar nociva às suas pretensões de desenvolvimento educacional.
Explicar para a criança que existem variedades menos prestigiadas do que outras e que, por essa razão, ela deve aprender apenas aquela de maior correção normativa.
Em uma aula de Língua Portuguesa do Ensino Médio, ao analisar letras de canções regionais brasileiras, um docente propõe a reflexão sobre o conceito de adequação linguística em diferentes práticas sociais de comunicação. Considerando os pressupostos da sociolinguística no ensino de língua materna, assinale a alternativa que apresenta encaminhamento metodológico compatível com o desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes.
A prática pedagógica deve priorizar a ampliação do domínio da norma-padrão em contextos institucionais formais, promovendo gradual uniformização dos usos linguísticos em espaços públicos de interação.
O ensino deve reconhecer as variedades linguísticas como manifestações legítimas da língua em uso, capacitando o estudante a selecionar registros adequados aos diferentes contextos sociocomunicativos.
A mediação docente precisa diferenciar os usos linguísticos socialmente valorizados das construções regionais recorrentes na oralidade cotidiana, orientando a escrita para modelos de maior estabilidade normativa.
O trabalho com canções regionais favorece o reconhecimento de marcas identitárias da língua, permitindo que expressões coloquiais sejam incorporadas indistintamente aos textos produzidos em ambientes acadêmicos.
Em uma turma dos anos finais do Ensino Fundamental, o professor percebe que os alunos tendem a realizar uma leitura literal dos textos, sem reconhecer informações implícitas acionadas por determinados elementos linguísticos. Para enfrentar esse problema, o docente propõe uma atividade em que os estudantes devem identificar palavras ou expressões que, por si mesmas, introduzem informações não explicitadas diretamente no enunciado, mas logicamente deriváveis de seu significado.
Considerando a relação entre significação e contexto e as propostas de ensino apresentadas no texto, essa atividade favorece, prioritariamente, o desenvolvimento da capacidade de:
reconhecer pressupostos acionados pormarcas linguísticas, compreendendo que certas informações implícitas são semanticamente indiscutíveis.
interpretar sentidos sugeridos exclusivamente pela situação comunicativa, sem apoio em marcas textuais.
atribuir intenções ao autor a partir de inferências subjetivas desvinculadas da materialidade linguística.
identificar ambiguidades discursivas decorrentes apenas da polissemia lexical.
substituir a análise linguística por interpretações contextuais livres, sem controle semântico.
Os textos que circulam socialmente constroem sentidos ao articularem dados, posicionamentos e efeitos de credibilidade, influenciando percepções e modos de interpretar a realidade. Assim, quando diferentes meios produzem versões, perspectivas e sentidos concorrentes, torna-se essencial compreender funcionalidade e intenção textual. Diante disso, pressupõe-se que a adequação textual:
Ocorre quando o texto se limita a expor fatos objetivos, dispensando estratégias retóricas ou justificativas que influenciem interpretações de seus destinatários.
Resulta da neutralidade descritiva, assegurando apresentação direta de conteúdos sem ativar procedimentos interpretativos ou posicionamentos avaliativos.
Depende da linearidade informativa, garantindo encadeamento previsível que mantenha equivalência entre descrição, registro e construção de sentidos.
Se efetiva pela estabilidade dos conteúdos, preservando significados fixos que independem de intenções comunicativas ou escolhas discursivas locais.
Exige distinguir informação de argumentação, articulando seleção de dados e marcas avaliativas conforme o propósito comunicativo e os efeitos pretendidos no leitor.
Ao planejar atividades de produção textual para turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor precisa adotar uma concepção de escrita que ultrapasse o treino mecânico da língua. À luz dessa perspectiva, a prática pedagógica mais coerente é aquela que:
Prioriza o domínio do sistema ortográfico antes de propor situações de escrita com finalidade comunicativa.
Trata a escrita como exercício técnico de aplicação de regras gramaticais previamente internalizadas pelos alunos.
Compreende a escrita como atividade discursiva, orientada por objetivos comunicativos, interlocução e contexto de uso social da língua.
Centraliza o trabalho na reprodução de modelos textuais prontos, evitando intervenções autorais dos estudantes.
Sobre os transtornos da fala e da linguagem, no que tange à disartria, assinalar a alternativa CORRETA.
É popularmente conhecida como gagueira e caracteriza-se por alterações no ritmo e na fluência da fala.
É uma forma de alteração na capacidade de pronunciar as palavras e é provocada por alterações neurológicas.
É uma disfunção da linguagem que afeta a compreensão, a reflexão e a capacidade de se lembrar das palavras.
É um transtorno de linguagem em que a criança tem dificuldade para articular corretamente as palavras.
Na Educação Infantil, a linguagem constitui-se como eixo fundamental do desenvolvimento e da aprendizagem da criança, sendo papel do professor organizar práticas pedagógicas que:
Restrinjam o trabalho com a linguagem à antecipação da alfabetização formal e ao treino mecânico de letras e sílabas.
Priorizem exclusivamente atividades de cópia e repetição de palavras previamente selecionadas.
Promovam interações significativas, diversificadas e contextualizadas, nas quais a criança possa escutar, falar, expressar ideias, sentimentos e construir sentidos nas relações com o outro e com o mundo.
Corrijam constantemente a fala da criança, inibindo suas tentativas espontâneas de comunicação.
Limitem as situações de linguagem ao momento da roda de conversa, sem articulação com a rotina diária.
As interações sociais fazem parte do desenvolvimento das crianças e envolvem diferentes linguagens, que permitem que elas compreendam o mundo, expressem ideias e construam relações com outras pessoas. Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
As atividades humanas realizam-se nas práticas sociais, mediadas por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. Por meio dessas práticas, as pessoas interagem consigo mesmas e com os outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, estão imbricados conhecimentos, atitudes e __________ culturais, morais e éticos.
classificações
seriações
direitos
avaliações
valores
A organização curricular da língua inglesa na BNCC evidencia uma abordagem que
compreende a linguagem como prática socialmente situada.
privilegia avaliações exclusivamente somativas.
restringe o uso de tecnologias digitais no processo de ensinoaprendizagem.
concebe a língua como um sistema imutável de regras.
dissocia o ensino de língua das práticas culturais.
Em uma escola dos anos iniciais, o professor propõe atividades que articulam leitura, escrita e situações reais de uso da linguagem. Essa prática pedagógica está alinhada à compreensão de que:
A alfabetização deve ocorrer isoladamente da realidade social
O ensino da língua prioriza regras gramaticais formais
A linguagem é uma prática social construída nas interações
A oralidade deve ser substituída pela escrita