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A prática do Conselho de Classe, por vezes reduzida a um espaço de homologação de notas e deliberação final sobre o rendimento dos estudantes, tem sido amplamente criticada por estudiosos da avaliação e da gestão escolar democrática. Como aponta Veiga (2008), “o Conselho de Classe deve ser compreendido como espaço colegiado, pedagógico e dialógico, voltado para a análise qualitativa do processo de aprendizagem, e não apenas como momento decisório”. Nesse sentido, a ressignificação do Conselho de Classe está intrinsecamente ligada a uma concepção de escola enquanto espaço de escuta, corresponsabilidade e construção coletiva de práticas pedagógicas inclusivas. Tendo por base o exposto, marque a função que corretamente caracteriza o Conselho de Classe, a partir de uma perspectiva formativa, democrática e pedagógica.
Analisar, coletivamente, os processos de aprendizagem e ensino, considerando os contextos individuais, as práticas docentes e os fatores institucionais que influenciam o percurso formativo dos estudantes.
Avaliar, por meio de critérios quantitativos, o desempenho dos estudantes, buscando garantir a meritocracia e a padronização dos resultados ao final de cada bimestre letivo.
Deliberar, de forma conclusiva, sobre a retenção ou aprovação dos alunos com base exclusivamente nos dados numéricos dos registros avaliativos do professor titular da turma.
Discutir os resultados estatísticos da escola com foco na sua posição no IDEB, sem a necessidade de envolver os aspectos subjetivos das práticas pedagógicas.
Reforçar os mecanismos disciplinares da escola, responsabilizando exclusivamente os estudantes por seus desempenhos insatisfatórios em avaliações periódicas.