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De acordo Moreira et al. (2007), os movimentos sociais identitários provocaram, a partir da segunda metade do século XX, uma série de transformações no campo do currículo.
Qual alternativa corretamente descreve a compreensão dos autores a respeito dessa temática?
Movimentos sociais fundamentados por uma identidade cultural passaram a reivindicar reconhecimento nos currículos, seja porque esse reconhecimento não existia, seja porque tratava a sua diferença de modo considerado inadequado.
O identitarismo resultou na fragmentação das diretrizes e bases curriculares, levando à perda do senso de unidade nacional na educação em favor de grupos minoritários e, portanto, não representativos da população brasileira.
Ao se ocupar da formação identitária do alunado, o sistema curricular invade um espaço consagrado à vida privada das famílias, o que provoca conflitos e desvios na função social da escola pública.
Para que o Brasil possa superar suas desigualdades sociais, seu sistema educacional deve abdicar das bases comuns curriculares, permitindo a cada escola trabalhar com mais liberdade a identidade prevalecente de seu público.
O reconhecimento da diversidade é frontalmente combatido pelos movimentos identitários, que trabalham pela noção radical de igualdade, ou seja, de que a atenção sobre a diferença é um modo de discriminação.