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No exercício da coordenação pedagógica, a articulação entre a Filosofia da Educação e a Sociologia da Educação é fundamental para orientar o projeto político-pedagógico, a formação continuada dos docentes e a análise crítica das práticas escolares. Considerando os fundamentos filosóficos e sociológicos da educação, bem como as relações entre educação e sociedade e a função social da escola, analise as afirmativas a seguir.
I. A atuação do coordenador pedagógico deve apoiar-se em fundamentos filosóficos que problematizem os fins da educação e em referenciais sociológicos que permitam compreender a escola como instituição social inserida em contextos históricos, culturais e políticos.
II. A função social da escola, na perspectiva da coordenação pedagógica, limita-se à garantia da aprendizagem dos conteúdos curriculares, sendo as dimensões ética, social e política atribuições exclusivas de outras instituições sociais.
III. A compreensão das relações entre educação e sociedade possibilita ao coordenador pedagógico mediar práticas docentes que reconheçam as desigualdades sociais e promovam ações pedagógicas comprometidas com a equidade e a inclusão.
IV. A Sociologia da Educação evidencia que a escola é um espaço neutro, no qual o trabalho pedagógico não sofre influência das relações de poder presentes na sociedade mais ampla.
V. A Filosofia da Educação contribui para a prática do coordenador pedagógico ao oferecer subsídios para a reflexão crítica sobre valores, concepções de ensino e aprendizagem e intencionalidades presentes no currículo e nas práticas escolares.
Está correto o que se afirma em:
I, III e V, apenas.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
III, IV e V, apenas.
I, II, III e V, apenas.
A relação Educação e Sociedade, conforme Lima e Pereira (2022), é considerada indissociável, reunindo perspectivas diversas, oriundas da Filosofia, Sociologia, Psicologia, História, Antropologia, articulando os Fundamentos da Educação com Práticas Pedagógicas. Sobre a contribuição das referidas ciências, podemos afirmar que a:
I. Sociologia estuda como a educação molda o ser social e reproduz/transforma igualdades (Durkheim, Freire, Bourdieu).
II. Filosofia questiona os fins da educação e seu papel no mundo.
III. Psicologia foca no desenvolvimento individual e cognitivo (Piaget, Vygotsky).
IV. Pedagogia aplica essas visões na prática, criando métodos para formar cidadãos críticos e atuantes na sociedade, conectando teoria e prática para o desenvolvimento humano e social.
Assinale a alternativa CORRETA:
Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Para Dowbor (2007), a ideia da educação para o desenvolvimento local está diretamente vinculada à compreensão e à necessidade de se
alavancarem as oportunidades de vida e emprego em lugares mais desenvolvidos aos sujeitos até então amarrados à sua realidade local.
formarem pessoas que amanhã possam participar de forma ativa das iniciativas capazes de transformar o seu entorno, de gerar dinâmicas construtivas.
promoverem ações curriculares com base em competências globais, orientadas por metas internacionais de qualidade e produtividade educacional.
estimularem práticas pedagógicas fundamentadas na cultura digital e no acesso que ela traz para além das fronteiras geográficas.
consolidarem a autoridade docente por meio de programas de valorização salarial e capacitação técnica contínua.
De acordo Moreira et al. (2007), os movimentos sociais identitários provocaram, a partir da segunda metade do século XX, uma série de transformações no campo do currículo.
Qual alternativa corretamente descreve a compreensão dos autores a respeito dessa temática?
Movimentos sociais fundamentados por uma identidade cultural passaram a reivindicar reconhecimento nos currículos, seja porque esse reconhecimento não existia, seja porque tratava a sua diferença de modo considerado inadequado.
O identitarismo resultou na fragmentação das diretrizes e bases curriculares, levando à perda do senso de unidade nacional na educação em favor de grupos minoritários e, portanto, não representativos da população brasileira.
Ao se ocupar da formação identitária do alunado, o sistema curricular invade um espaço consagrado à vida privada das famílias, o que provoca conflitos e desvios na função social da escola pública.
Para que o Brasil possa superar suas desigualdades sociais, seu sistema educacional deve abdicar das bases comuns curriculares, permitindo a cada escola trabalhar com mais liberdade a identidade prevalecente de seu público.
O reconhecimento da diversidade é frontalmente combatido pelos movimentos identitários, que trabalham pela noção radical de igualdade, ou seja, de que a atenção sobre a diferença é um modo de discriminação.
Considere o excerto abaixo:
"Podemos afirmar que ela tem sido empregada com muito êxito em vários setores dos movimentos sociais, como sindicatos, associações de bairro, comunidades religiosas. Parte desse êxito se deve ao fato de ser utilizada entre adultos que vivenciam uma prática política e onde o debate sobre a problemática econômica, social e política pode ser aprofundado com a orientação de intelectuais comprometidos com os interesses populares."
Fonte (adaptada): LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez,1994, p. 69.
Podemos afirmar que o excerto acima se refere a:
Pedagogia Sociointeracionista.
Pedagogia Tradicional.
Pedagogia Tecnicista.
Pedagogia Libertadora.
O tratamento dispensado à prática pedagógica nos remete, necessariamente, a um tipo específico de prática social e, nessa condição, ela se realiza a partir de um sujeito específico (professor), mas o ultrapassa completamente, haja vista a natureza e as características da referida prática. Posto que a prática pedagógica é um tipo específico/singular de prática social, urge, então, de partida, reconhecer que seu enraizamento radica muito além dos muros escolares, carregando – muitas vezes de forma oculta, dada concepção de homem, de sociedade, de conhecimento e, especialmente, do papel da educação escolar na sociedade. Os fundamentos da prática pedagógica abarcam dimensões imbricadas umas às outras; analise-as.
I. A dimensão estrutural abarca o sistema político-econômico sobre o qual a sociedade se organiza, as especificidades do momento histórico desse sistema e o modo de inserção da instituição escolar em face das demandas sociais.
II. A dimensão pedagógica, que ilumina os enfoques acerca do conhecimento e dos processos de ensino e de aprendizagem, como atos políticos, que veiculam conhecimentos, valores, e ideologias.
III. A dimensão gnoseológica, compreendendo a seleção dos conhecimentos a serem ensinados, para quê, para quem e como fazê-lo, aponta na direção do trabalho intencionalmente planejado e sequencial requerido à socialização do mesmo e, igualmente, à promoção do desenvolvimento, junto às novas gerações, de capacidades humanas dependentes dessa socialização.
IV. A dimensão pedagógica pressupõe a delimitação metódica de um percurso para a formação escolar, o que significa dizer, a eleição de um método pelo qual as finalidades do ensino possam ser alcançadas.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
Quando se estuda os fundamentos teóricos da educação sob a perspectiva histórica, sabe-se que essa abordagem busca compreender como as ideias, concepções e práticas educacionais evoluíram ao longo do tempo. Nesse contexto, sobre algumas temáticas que perpassam esse campo, é correto dizer que:
a História da Educação examina a evolução da educação ao longo dos períodos históricos, tendo por principal instrumento a arqueologia e suas conclusões sobre como eram as escolas da antiguidade.
a Psicologia da Educação examina as teorias psicológicas que impactam a aprendizagem e o desenvolvimento humano, e compreende como os processos cognitivos, afetivos e sociais influenciam a prática educacional.
Correntes Pedagógicas, embora, ao longo da História, trouxessem abordagens pedagógicas diferentes, hoje não é mais relevante, considerando que houve a prevalência absoluta de um determinado método pedagógico nas últimas décadas e o consequente abandono dos demais.
a Filosofia da Educação explora as diferentes filosofias que influenciaram a educação, como o estoicismo, o epicurismo, o iluminismo, que são as principais correntes filosóficas que moldaram as teorias educacionais.
a Sociologia da Educação analisa as relações entre educação e sociedade, essencialmente avaliando como as relações de poder presentes na sociedade capitalista afetam o ensino e reforçam a mais-valia e a exploração do proletariado pela burguesia.
Segundo Nelson Piletti, "é através da educação que nos submetemos às regras, hierarquias e padrões sociais para viver em grupo".

Para o autor, a contribuição da Sociologia para a Educação abrange ao menos dois pontos
o estudo dos processos e das influências sociais.
a atividade educativa e a aplicação dos conhecimentos.
os estudos de caso e as aulas de Sociologia.
a experimentação e os métodos.
as vinculações e o papel das outras instituições.
A partir da década de 1960, a educação tornou-se um importante objeto de pesquisa na Sociologia. O aprofundamento dos estudos teve como marco tanto o Relatório Coleman (EUA, 1966) quanto o Relatório INED (França, 1962-1972) e evoluiu, até a atualidade, apresentando o seguinte debate como eixo da discussão:
A escola participa da reprodução social, mas não de uma forma determinista, já que os estudos sobre eficácia escolar vêm identificando diversos fatores que mostram que as escolas também podem oportunizar a promoção social.
A escola faz parte dos mecanismos da reprodução social, determinando a forma através do qual as classes sociais são reafirmadas através dessa instituição.
A escola é um meio privilegiado para a ascensão e a promoção social através do esforço do indivíduo, apesar de algumas características de reprodução social que ainda são possíveis de identificar.
A escola não colabora nem positiva nem negativamente na promoção ou ascensão social, dado que a reprodução social opera através de mecanismos independentes desta.
A escola participa da reprodução social, mas não de uma forma determinista, já que os estudos mostram que, afinal, os resultados dependem do esforço das famílias e do próprio indivíduo.
Os estudos da Sociologia da Infância surgem na década de 1990 na Europa e nos Estados Unidos, trazendo contribuições teórico-metodológicas para a Educação Infantil brasileira. A partir desses novos olhares, os conceitos de criança e infância foram sendo revisitados, sobretudo, a partir da década de 2000. Sobre o assunto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Para a Perspectiva sociológica, as crianças são agentes sociais capazes de formular interpretações de si mesmas, da sociedade e do mundo.
As crianças são tanto consumidoras quanto produtoras de processos sociais e culturais.
As concepções advindas da Sociologia da infância pouco contribuíram para a desconstrução da visão linear das crianças como seres passivos, incompletos, cujas vozes e ações não têm impacto direto na sociedade.
A infância é entendida como categoria estrutural ou geracional – as crianças são membros ativos de suas infâncias – e, como tais, membros participantes (ou protagonistas) da sociedade.
A expressão interação escola-família reflete a ideia de reciprocidade e de influência mútua, considerando as especificidades e também as assimetrias inevitavelmente existentes nessa relação. A assimetria das posições está vinculada às diferentes responsabilidades que a família e o Estado têm em relação à educação escolar das crianças e dos adolescentes. De acordo com essa abordagem, é CORRETO afirmar que:
A criança e o adolescente são prejudicados quando há participação familiar.
O professor deve manter distanciamento das famílias a fim de realizar um trabalho responsável e impessoal.
O reconhecimento dessa diferença é fundamental para a interação: o desafio é fazer com que essa assimetria produza complementaridade, e não exclusão ou superposição de papéis.
O Estado deve suprimir a participação familiar valorizando a relação professor-aluno.
Para que haja uma boa relação entre creche e família, é necessário o respeito mútuo.
Certo
Errado
A atuação conjunta entre a Creche e as Famílias potencializa o desenvolvimento infantil, tendo por objetivo:__________. (Por: Laura Gonçalves Sucena).
Marque a alternativa com os dados coerentes para completar o enunciado:
Garantir o suporte de que a criança necessita para se desenvolver de maneira adequada
Ampliar o mero diálogo entre as famílias carentes
Promover a socialização saudável no seio familiar
Manter a saúde física da criança
Em conformidade com CASTRO e REGATTIERI, analisar a sentença abaixo:
A participação das famílias na vida escolar dos alunos deve ser vista como parte constituinte do trabalho de planejamento educacional (1ª parte). É preciso reconhecer que a aproximação do universo social dos alunos traz desafios que extrapolam as atribuições e competências dos profissionais da educação (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Tanto a escola quanto a família são importantes na educação das crianças, por isso suas tarefas são iguais.
Certo
Errado
Sobre a relação família e escola, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) A aproximação dos pais à escola depende muito de uma atividade aberta e receptiva a eles.
(_) A aproximação entre a família e a escola é uma aprendizagem e um trabalho de conquista: irá acontecendo aos poucos.
(_) À medida que os pais forem compreendendo o trabalho, vendo que suas opiniões são aceitas e que sua presença é necessária, a relação passa a não ser mais tão produtiva, causando desconforto em ambas as partes.
C - C - E.
E - C - C.
C - E - E.
E - C - E.
Pensar a relação da família com a escola não é função dos profissionais da educação infantil.
Certo
Errado
Tanto os pais quanto os profissionais que atuam na educação infantil devem estar abertos a aprender, uns com os outros, e a se respeitarem.
Certo
Errado
Para Vasconcellos (2011), qual deve ser a postura do professor em uma atividade por projeto?
Controlador do ensino.
Mediador do processo de ensino-aprendizagem.
Selecionador de bibliografia.
Catalizador de fontes.
Fiscalizador das atividades dos supervisores.