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A prática de Análise Linguística (AL), conforme delineada nos documentos oficiais como os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), propõe uma abordagem que ultrapassa a mera correção normativa, articulando-se às práticas discursivas e à construção de sentidos. No contexto da Educação Infantil, essa concepção desafia o professor a repensar o papel da sistematização do código linguístico. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que melhor reflete os princípios da AL no processo de ensino-aprendizagem da linguagem:
A sistematização do código, na perspectiva da AL, não se limita à explicitação de regras, mas emerge da observação e da problematização dos usos da linguagem em contextos reais, sendo o texto o ponto de partida e de chegada da reflexão.
A prática de AL na Educação Infantil deve evitar a exposição precoce a gêneros discursivos complexos, concentrando-se em atividades lúdicas de reconhecimento de sons, letras e palavras, pois a reflexão linguística só se consolida após a alfabetização.
A análise linguística, ao ser aplicada em práticas de reescrita e escuta, deve priorizar a adequação à norma-padrão, pois é por meio dela que se garante a inserção do aluno nas práticas sociais letradas mais valorizadas.
A sistematização do código deve ocorrer de forma progressiva, partindo da identificação de estruturas linguísticas recorrentes nos textos infantis, ainda que isso implique certa abstração conceitual precoce, pois a reflexão metalinguística é condição para o letramento.