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Cada pensador, filósofo ou cientista da educação, em seu contexto histórico, buscou denunciar as fragilidades da educação e, ao mesmo tempo, anunciar inovações. Nessa perspectiva, produziram teorizações que influenciaram, de certo modo, novas formas de conceber a formação e o trabalho docente. É o caso de
Paulo Freire que, ao longo da sua vida e obra, anunciou a práxis educativa como um horizonte possível para a formação dos educandos, e, por meio dos princípios da dialogicidade, da crítica, entre outros, propiciou contributos para um modelo de formação docente crítico-reflexivo.
Ovide Decroly, Maria Montessori e William Kilpatrick que preconizavam a escola como equalizadora das questões sociais, anunciaram um ensino pautado na pesquisa, o que, no Brasil, desencadeou o “entusiasmo pedagógico” e impulsionou o modelo de formação do professor artesão.
João Amós Comênio, autor da célebre Didática Magna, que anunciou, por meio da sua obra, o método universal de ensinar tudo a todos e a compreensão da docência como base para a identidade do professor, trazendo contributos para o paradigma do professor reflexivo no Brasil.
Johann Heinrich Pestalozzi, Marquês de Condorcet e Johann Friedrich Herbart que preconizaram a formação docente embasada em princípios científicos, contribuíram para delinear, no Brasil, a composição do modelo conteudista ou esquema 3+1, como ficou amplamente conhecido.