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Como destacado na obra: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil, para que a Língua de Sinais recebesse o “status” de língua, foram necessárias várias ações e movimentos. Ao longo desse contexto histórico, é impertinente afirmar:
Com a instalação das escolas para surdos, surgiu também a disputa sobre o melhor método de educação de surdos: a Língua Brasileira de Sinais, o oralismo ou a mista.
Em 1880, no Congresso Internacional de Professores de Surdos, em Milão, Itália, o método oral foi escolhido como o melhor para a educação dos surdos. A Língua de Sinais foi proibida oficialmente em diversos países, sob a alegação de que destruía a habilidade de oralização dos surdos.
A proibição da Língua de Sinais criou o que alguns estudiosos contemporâneos chamam de “ouvintismo”, uma espécie de resistência da comunidade de surdos que considerada a restrição à Língua de Sinais, uma forma de isolamento cultural do povo surdo.
Os alunos surdos eram proibidos de usar a Língua de Sinais; assim, para impedir-lhes o uso, foram adotadas medidas extremas tais como: forçar os alunos a manter os braços cruzados, amarrar as mãos, comparar quem usava a língua de sinais com macacos.
Os códigos não foram eliminados, mas conduzidos ao mundo marginal.