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As propostas de inovação didática frequentemente se associam ao uso de tecnologias digitais, dispositivos interativos e plataformas adaptativas. No entanto, como argumentam autores como Moran, Kenski e Pretto, inovação não é sinônimo de tecnificação: trata-se de recriar práticas pedagógicas com intencionalidade crítica e transformação da lógica de ensino-aprendizagem. Considerando esse debate, assinale a alternativa que expressa uma crítica fundamentada à concepção tecnofílica de inovação.
A introdução de recursos digitais substitui com eficácia a mediação docente, desde que haja conectividade e formação básica.
A adoção de plataformas automatizadas de ensino garante equidade, pois padroniza o acesso aos conteúdos curriculares.
A inovação centrada em dispositivos pode manter a lógica transmissiva se não houver mudança nas intencionalidades formativas.
A ampliação do tempo de exposição a telas favorece o desenvolvimento cognitivo ao estimular multitarefas.
A tecnificação das aulas promove a criatividade docente ao eliminar a necessidade de planejamento pedagógico formal e estruturado em práticas antigas.