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A noção de aprendizagem como fenômeno biopsicossocial e cultural, conforme delineado por Vygotsky, implicou uma ruptura paradigmática com modelos centrados exclusivamente nas dimensões cognitivas ou comportamentais do desenvolvimento humano. Nesse contexto, a atuação psicopedagógica contemporânea requer compreensão da constituição do sujeito aprendente em sua historicidade e inserção sociocultural. À luz das contribuições de Vygotsky (1993), Meirieu (2005) e Bossa (2000), qual das alternativas expressa com maior coerência epistêmica e técnica a implicação desses fundamentos para a prática psicopedagógica institucional?
O enfoque sociocultural da aprendizagem demanda intervenções que ultrapassem o binômio ensino-aprendizagem, integrando ações mediadoras que considerem o sujeito em sua singularidade e na complexa rede de relações intersubjetivas da instituição.
As práticas psicopedagógicas centradas na ZDP priorizam a internalização de conteúdos escolares a partir de tarefas descontextualizadas, com ênfase na repetição sistemática como facilitadora da abstração e da autonomia cognitiva.
O sujeito epistêmico, tal como concebido por Vygotsky, é resultado da maturação neuropsicológica linear e homogênea, sendo a mediação escolar apenas um fator secundário na emergência das funções psicológicas superiores.
A intervenção psicopedagógica, ao adotar a perspectiva histórico-cultural, deve restringirse à análise dos fatores externos que interferem na aprendizagem, afastando-se de abordagens subjetivantes ou interpretativas.
A função do psicopedagogo, segundo os fundamentos socioconstrutivistas, deve ser primordialmente a de remediador de dificuldades escolares, centrando-se no desempenho acadêmico individual do discente e desconsiderando as interações institucionais.