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Em contextos de observação do desenvolvimento infantil, nota-se que, durante situações de brincadeira, as crianças tendem a resolver conflitos e organizar suas atividades de forma mais autônoma à medida que se tornam capazes de dialogar e negociar entre si. Essa mudança reduz significativamente a necessidade de intervenção direta do adulto e representa um avanço importante no processo de socialização e no desenvolvimento da autonomia. Com base nas teorias do desenvolvimento, especialmente nas contribuições de Jean Piaget, essa passagem da dependência para a cooperação pode ser compreendida como:
Um resultado direto da mediação constante da professora enquanto parceira mais experiente, que proporciona o desenvolvimento das funções psicológicas superiores e estimula a cooperação por meio da zona de desenvolvimento proximal.
Uma demonstração de que a cooperação surge espontaneamente à medida que a criança amadurece cognitivamente, sendo pouco influenciada pelas interações sociais entre pares, pois o desenvolvimento interno precede a construção das normas sociais.
Uma consequência da maturação neurológica e biológica da criança, que, ao atingir certos estágios de desenvolvimento, torna-se naturalmente mais apta a compreender normas e se engajar em comportamentos cooperativos, sem depender de fatores externos.
Uma evidência de que o processo de desenvolvimento cognitivo é determinado pela oposição entre coação e cooperação, sendo a cooperação construída progressivamente pela criança à medida que supera a obediência cega às regras externas e se apropria delas de forma consciente e autônoma.