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“Os linguistas nunca preconizaram a substituição do português padrão por qualquer forma de português não padrão como língua-alvo da escola: defenderam, o que é muito diferente, 1) que as variedades não padrão são línguas de pleno direito, no plano estrutural e até mesmo estético (...); 2) que as variedades não padrão podem ser utilizadas como um fator positivo no ensino, e até por esse motivo devem ser tratadas com respeito e 3) que a representação do português padrão que se pode retirar das gramáticas normativas é extremamente pobre.” (ILARI, Rodolfo. Por que (não) ensinar gramática na escola, p. 177)
Com base no excerto acima, assinale a afirmativa correta.
A escola deve ensinar as variedades não padrão da língua, mas sem descartar a variedade padrão, que inclusive é mais rica do que aquelas.
A escola deve ensinar a variedade padrão da língua, mas sem descartar as variedades não padrão, que são inclusive muito ricas.
O papel da escola é aceitar qualquer variedade da língua como correta, inclusive não apresentando nenhuma distinção entre as variedades.
A discussão entre variedade padrão e não padrão da língua não cabe à escola; uma vez que a comunicação se efetive, tudo é válido em termos de linguagem.
A gramática normativa trata das variedades não padrão da língua; por isso todas elas devem ser ensinadas na escola, pois todas exercem papel comunicativo.