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A observação e análise da evolução do desenho infantil, dentro de uma abordagem psicanalítica, indicada por Oliveira (2015), são ferramentas valiosas na avaliação psicopedagógica das crianças de zero a seis anos de idade. Por meio desta atuação, o profissional pode levantar hipóteses sobre o desenvolvimento emocional, cognitivo, comportamental e social da criança, identificando possíveis dificuldades ou áreas que necessitam de maior atenção.
Em relação à evolução do desenho, assinale a afirmativa INCORRETA:
Aproximadamente aos sete anos, a criança geralmente domina o esquema corporal, representando pessoas com braços e pernas com traços duplos. A elaboração da figura humana está fortemente associada à significação simbólica que cada parte do corpo tem para ela e como ela se percebe no mundo. Assim, as supressões, o uso de sombras ou desfigurações podem representar dificuldades emocionais internas.
Dos quatro aos seis anos de idade, a criança evolui na representação dos objetos e no uso das cores. Nesta fase, é esperado que a criança utilize as cores em conformidade com a realidade externa.
Entre quatro e seis anos, as crianças progridem na forma como representam a figura humana no que diz respeito à complexidade e organização. Seus desenhos são mais detalhados e estruturados, incluindo partes como braços, mãos, pés, múltiplos dedos e, ocasionalmente, o corpo.
Nessa fase inicial da representação gráfica, os objetos frequentemente surgem isolados no espaço do desenho, e a conexão entre eles reflete uma lógica subjetiva da criança, comumente dispostos ao redor da figura humana como ponto central de sua percepção e experiência.