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A trajetória das associações de pessoas surdas no Brasil sempre esteve ligada à luta por direitos linguísticos, pela valorização das línguas de sinais e pelo protagonismo comunitário em espaços públicos. Esses processos revelam como a história da comunidade surda se entrelaça com a construção de políticas linguísticas no país.
PERLIN, Gladis T.T. O ser e o estar sendo surdos: alteridade, diferença e identidade. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
As associações de surdos foram diretamente fundamentais na:
criação de universidades bilíngues que contemplam a Libras como língua de instrução e pesquisa acadêmica.
organização política da comunidade surda para valorização da Libras e fortalecimento dos direitos linguísticos legitimados legalmente.
estruturação de centrais educacionais que garantem serviços em Libras para estudantes surdos no sistema público.
formulação de diretrizes nacionais de ensino que inserem a Libras como componente curricular obrigatório na Educação Básica.
institucionalização de avaliações educacionais que reconhecem a Libras como língua de participação acadêmica.