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A música Amoras, ao destacar o olhar infantil sobre a...

Texto para questões de 41 a 43

Amoras

Veja só, veja só, veja só, veja só

Mas como o pensar infantil fascina

De dar inveja, ele é puro, que nem Obatalá

A gente chora ao nascer, quer se afastar de Alla

Mesmo que a íris traga a luz mais cristalina

Entre amoras e a pequenina eu digo:

As pretinhas são o melhor que há

Doces, as minhas favoritas brilham no pomar

E eu noto logo se alegrar os olhos da menina

Luther King vendo cairia em pranto

Zumbi diria que nada foi em vão

E até Malcolm X contaria a alguém

Que a doçura das frutinhas sabor acalanto

Fez a criança sozinha alcançar a conclusão

Papai que bom, porque eu sou pretinha também

EMICIDA. In: Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa.... São Paulo: Laboratório Fantasma, 2015 (fragmento).

A música Amoras, ao destacar o olhar infantil sobre a identidade, a representatividade e o afeto, mobiliza temas potentes para o desenvolvimento de uma proposta pedagógica na Educação Infantil. No verso “Papai que bom, porque eu sou pretinha também”, a criança expressa uma construção subjetiva mediada pela linguagem e pela cultura. Considerando a música como prática literária e recurso pedagógico na Educação Infantil, a proposta


A

trabalha a canção como estímulo à oralidade e à imaginação, explorando os versos por meio da escuta, da conversa e da dramatização, com mediação do professor, favorecendo a articulação com a escrita alfabética de letra cursiva.


B

explora experiências para valorizar o reconhecimento das diversidades, favorecendo a construção de sentidos sobre identidade e pertencimento.


C

desenvolve atividades de exploração rítmica e de expressão corporal, favorecendo o uso de múltiplas linguagens e de tecnologias na classificação de níveis de aprendizagem.


D

utiliza a canção para inspirar produções escritas, visuais e sonoras, favorecendo experiências estéticas, com intervenções do professor na promoção de um modelo de aprendizagem.