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A Pedagogia Histórico-Crítica surge em contraposição às tendências pedagógicas de cunho tecnicista e tradicional de ensino. Fundamentada numa concepção crítica, essa vertente pedagógica compreende que a escola deve ser o espaço privilegiado para a apropriação crítica do saber sistematizado, contribuindo para que os estudantes se tornem sujeitos capazes de compreender e transformar a realidade social. Nesse contexto, a concepção histórico-crítica defende corretamente que:
O ensino deve priorizar apenas atividades livres e espontâneas, centradas no interesse imediato do aluno, sem muito questionamento nem participação do mesmo.
O professor deve ter papel secundário, pois a aprendizagem se dá naturalmente pelas interações do cotidiano.
A escola deve garantir o acesso ao conhecimento científico, filosófico, cultural, artístico e social, todos historicamente formulados e acumulados, possibilitando a formação de sujeitos críticos e transformadores.
A pedagogia histórico-crítica prescinde da mediação entre educação e luta social, focando apenas em métodos didáticos neutros, ou seja, que não disponham de uma prerrogativa crítica e contextualizada.
A principal função do ensino é preparar para avaliações externas com foco em competências socioemocionais, deixando o conhecimento científico em segundo plano.