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Durante seis meses de acompanhamento em um CAPS, uma usuária de 28 anos participou regularmente de oficinas de leitura e escrita. Embora não tenha avançado significativamente na alfabetização formal, passou a verbalizar sentimentos por meio de desenhos e pequenos textos, estabeleceu vínculos com outros participantes e demonstrou maior interesse em retomar estudos futuramente. Na reunião de avaliação, um membro da equipe questiona a efetividade da intervenção pedagógica, citando a ausência de progressão nos níveis de alfabetização. Diante dessa situação, uma avaliação pedagógica coerente com os princípios da reabilitação psicossocial deve considerar que:
Os avanços qualitativos nas dimensões afetiva, relacional e expressiva constituem indicadores legítimos de desenvolvimento pedagógico, devendo ser valorizados como progressos significativos no processo de reabilitação psicossocial.
A avaliação deve ser reformulada com base em critérios objetivos de alfabetização, aplicando-se testes padronizados que permitam mensurar o desempenho da usuária em relação aos parâmetros da educação formal
O pedagogo deve reconhecer que a usuária não apresenta condições cognitivas para processos de alfabetização, redirecionando o acompanhamento para atividades de socialização sem objetivos educativos formais.
A ausência de progressão na alfabetização formal indica falha metodológica da intervenção, sendo necessário substituir as oficinas de leitura por atividades ocupacionais menos exigentes cognitivamente.