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O quadro abaixo, apresenta uma relação das principais diferenças entre um ensino de gramática descontextualizado e a perspectiva da Prática de Análise Linguística:

Analisando a diferença nas propostas, qual a perspectiva da prática de análise linguística?
Utiliza a gramática pura de modo a enaltecer os conhecimentos culturalmente construídos e que devem ser reproduzidos pela escola a fim da perpetuação da língua materna.
Forma um sujeito capaz de dominar práticas de uso da norma culta, seja em situações de produção de textos (oral, escrito e multimodal), de diferentes gêneros, envolvendo, consequentemente, os mais variados interlocutores; seja em práticas de leitura, a partir das quais tenha que assumir uma atitude responsiva, dialogando com o saber acadêmico de modo a abandonar completamente a norma coloquial.
Reforça as marcas linguísticas do texto (escolhas lexicais, sintáticas, semânticas, estruturais e/ou recursos multimodais como cores, imagens, figuras etc.), sem perder de vista o extra verbal que, de algum modo, incidiu para que aquelas escolhas linguísticas tivessem sido feitas.
Tem como ponto de partida a palavra escrita pelo aluno alfabetizado, de modo que ele seja levado a rever a palavra com o objetivo de adequá-la à situação comunicativa e à norma padrão.
Dialoga com a concepção sociocultural de ensino, visto que articula um ensino de gramática pautado na reflexão sobre o uso e funcionamento da linguagem em contextos discursivos situados. Para que tal prática se efetive de maneira satisfatória, a escola precisa que sejam abandonadas antigas abordagens de ensino gramatical, e que estas sejam substituídas por novas abordagens didáticas.