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A aula expositiva, na tradição didática sistematizada por Libâneo, não se restringe à transmissão unilateral: ela opera como dispositivo de organização conceitual, estabilização de esquemas explicativos e articulação entre síntese e problematização. Seu valor reside na capacidade de produzir alinhamento cognitivo, mobilizando exemplos, modelização, reformulação, generalização e recorrência, desde que integrada a procedimentos dialógicos ou de exploração ativa. No currículo contemporâneo, mantém relevância quando articulada com objetivos de aprendizagem, mapa conceitual e retomadas estruturantes.
Assinale a alternativa plenamente compatível com essa compreensão da aula expositiva.
A exposição prioriza a linearidade discursiva contínua, exigindo supressão de digressões explicativas para evitar desvios na progressão temática do conteúdo.
A exposição atua como eixo de estruturação conceitual que organiza generalizações, destaca relações internas e prepara o terreno para atividades exploratórias subsequentes.
A exposição demanda centralidade permanente, funcionando como método hegemônico e autosuficiente para todos os componentes curriculares da educação básica.
A exposição opera fundamentalmente por reiteração cumulativa, dispensando análise de conceitos-chave e modelizações que conectem ideias abstratas.
A exposição deve reduzir intervenções e exemplificações para assegurar máxima neutralidade metodológica e uniformidade interpretativa.