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No campo dos estudos sobre alfabetização, diferentes abordagens epistemológicas disputam a centralidade dos fundamentos que devem orientar a ação pedagógica no ciclo de alfabetização. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao propor o trabalho articulado entre alfabetização e letramento, tensiona concepções historicamente consolidadas, exigindo do docente leitura crítica e atuação contextualizada.
Considerando essa perspectiva bem como uma compreensão teoricamente consistente com a abordagem atual da alfabetização na educação básica, conforme os debates mais exigentes do campo, é correto afirmar que:
A alfabetização crítica, ao reconhecer a criança como produtora de hipóteses sobre o funcionamento da escrita, articula o domínio do sistema alfabético às práticas sociais de linguagem, sem hierarquizar artificialmente habilidades técnicas e discursivas.
A perspectiva psicogenética da alfabetização valoriza os saberes espontâneos da criança, mas exige que sua aplicação seja rigidamente acompanhada de avaliações formais periódicas, como forma de garantir alinhamento às diretrizes nacionais de desempenho mínimo.
A alfabetização deve ocorrer sob uma lógica sequencial de amadurecimento neurocognitivo, cuja progressão está atrelada ao domínio sucessivo das relações grafema-fonema, respeitando a estabilidade fonológica como pré-requisito para práticas textuais mais complexas.
A incorporação de textos sociais no processo de alfabetização deve se subordinar à fluência técnica do código alfabético, pois o uso discursivo da língua escrita demanda que o aluno possua domínio prévio das estruturas fonológicas elementares.