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A concepção contemporânea de infância compreende a criança como sujeito singular, produtor de cultura e participante ativo das relações sociais. Essa visão orienta práticas pedagógicas que acolhem sua expressividade, seus tempos e suas múltiplas formas de aprender.
A concepção contemporânea de infância e de criança nas práticas pedagógicas exige um reposicionamento ético, político e epistemológico por parte dos educadores, uma vez que:
fundamenta-se na percepção da criança como destinatária de cuidados e proteção, sem que se reconheçam plenamente suas vozes, escolhas ou protagonismo, os quais podem comprometer a autoridade educativa no espaço escolar.
reconhece a criança como sujeito em desenvolvimento natural, cuja educação deve respeitar a ordem cronológica das etapas cognitivas e afetivas, assegurando sua adaptação progressiva às normas do convívio social.
define a infância como fase transitória cujo valor pedagógico reside na preparação para a vida adulta, devendo as práticas escolares concentrar-se na antecipação de conteúdos formais e no adestramento de habilidades instrumentais.
entende a infância como uma construção cultural e histórica, na qual a criança é sujeito de direitos, dotada de competências e saberes próprios, capazes de produzir significados e participar ativamente dos processos sociais e educativos.
considera a criança como um vir-a-ser inacabado que necessita da direção adulta para alcançar o ideal de maturidade humana, sendo, portanto, um ser em déficit cuja ação pedagógica deve priorizar a tutela e a instrução direta.