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Leia o trecho a seguir.
A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência boniteza de mãos dadas. Cada vez me convenço mais de que, desperta com relação à possibilidade de enveredar-se no descaminho do puritanismo, a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza.
Fonte: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 16.
De acordo com Paulo Freire, a ética e a estética são
aspectos subjetivos da formação humana, que podem ser incorporados ou não à prática educativa, dependendo do estilo metodológico do professor.
influências indiretas sobre o processo educativo, que são mobilizadas somente quando o professor trabalha conteúdos artísticos ou debates morais explícitos.
dimensões inseparáveis da prática educativa, pois ensinar exige responsabilidade moral e sensibilidade para tornar a ação docente coerente e significativa.
esferas distintas do trabalho pedagógico, pois a estética se ocupa da sensibilização do estudante, enquanto a ética foca no cumprimento de normas disciplinares.
correspondem a princípios complementares, aplicados sucessivamente, sendo primeiro a ética por meio de regras, depois a estética na apresentação dos conteúdos.