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Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o desenvolvimento da linguagem escrita, da oralidade e da leitura não deve ser compreendido como processos estanques, mas como práticas comunicativas em constante articulação, profundamente atravessadas por fatores culturais, afetivos e cognitivos. A complexidade dessa construção exige que o professor vá além da reprodução de modelos linguísticos formais, promovendo experiências significativas que desafiem o aluno a compreender, usar e transformar a linguagem em seus diversos contextos de uso.
Com base nessas considerações e nas contribuições teóricas de autores como Paulo Freire, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, assinale a alternativa correta:
O desenvolvimento da oralidade escolar pressupõe a correção sistemática de desvios linguísticos, uma vez que a escola tem por função garantir o domínio da norma padrão antes do uso da escrita.
A aquisição da leitura, por demandar habilidades perceptuais visuais e auditivas, deve preceder o desenvolvimento da oralidade e da produção textual, garantindo a fixação fonológica dos signos.
O ensino da escrita, por seu caráter gráfico-representacional, deve ocorrer em momentos apartados das práticas de leitura e oralidade, a fim de evitar interferências na assimilação estrutural da língua.
A oralidade, a leitura e a escrita se constituem como práticas sociais interdependentes, que devem ser promovidas de forma integrada desde os anos iniciais, com vistas à ampliação da competência discursiva e à emancipação do sujeito leitor.