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A educação científica contemporânea tem se afastado das abordagens prescritivas e compartimentalizadas, buscando superar o ensino meramente conteudista por meio de práticas pedagógicas que promovam a compreensão integrada de temas complexos como sustentabilidade, corpo humano e energia. O campo do ensino de Ciências, nesse cenário, vem sendo tensionado por epistemologias que colocam em diálogo os fundamentos das ciências naturais com dimensões sociais, éticas e ambientais, exigindo do professor a mobilização de saberes pedagógicos interdisciplinares e epistêmicos.
Considerando essa perspectiva crítica e os pressupostos teóricos que sustentam uma abordagem didático-metodológica não reducionista, assinale a alternativa CORRETA:
A energia, como conteúdo curricular, deve ser tratada prioritariamente a partir de seus princípios físicos, pois seu vínculo com temas ambientais pode comprometer a sequência epistemológica dos conceitos científicos.
O estudo de temas como o corpo humano e a saúde pública nas séries iniciais deve ocorrer mediante abordagem experimental isolada, de forma a preservar a neutralidade do conteúdo e garantir objetividade científica.
A construção de conceitos em Ciências exige a articulação entre conteúdos disciplinares e problemas sociocientíficos, promovendo uma aprendizagem que vá além da memorização, baseada em reflexão, argumentação e mediação cultural.
A sustentabilidade, embora importante, é um princípio de ordem valorativa e, portanto, deve ser abordada transversalmente, sem interferir na lógica disciplinar das ciências naturais, para que não se configure como doutrinação pedagógica.