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Arroyo (“Políticas educacionais e desigualdades: à procura de novos significados”, 2010) tematiza as relações complexas e imbricadas entre desigualdades e educação. Em sua análise, o autor problematiza uma concepção bastante comum, em que se assume o Estado como “benevolente, protetor dos desiguais”.
Conforme Arroyo, quando o Estado é elevado à condição de ator único, suas políticas têm marcas
robustas, estratégicas e institucionais, em que a desigualdade é combatida pelo compromisso sustentado no longo prazo.
concretas, organizadas e aplicadas, em que os desiguais são envolvidos no processo de superação histórica de sua opressão.
compensatórias, reformistas e distributivas, em que os desiguais são vistos como problema, e as políticas são vistas como solução.
específicas, subjetivas e endereçadas, em que cada grupo ou coletivo que foi feito desigual por diferentes processos é tratado singularmente.
políticas, sociais e partidárias, em que as desigualdades são superadas a partir de programas de governo da sociedade democrática.