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Leia o trecho de entrevista dada por uma gestora escolar:
Primeiro passei pela sala de aula como professora, mas o desejo de ser gestora iniciou quando eu assumi uma coordenação pedagógica numa escola aqui do município. Como o papel do coordenador se funde também com o papel do gestor, surgiu esse interesse. Dois anos depois assumi a gestão na Educação Infantil e só depois passei a atuar como gestora no Ensino Fundamental.
(Extraído de Costa, Lima e Leite, “A construção da profissionalidade
do gestor escolar: concepções e práticas”, 2015)
O processo de construção de si, revelado nessa fala, fundamenta a conclusão a que chegam as autoras a respeito da prontidão para o exercício da gestão escolar. Costa, Lima e Leite avaliam essa ideia de prontidão como
correta, pois evidencia como as competências administrativas são os principais instrumentos de gestão voltada para a qualidade social da escola.
correta, pois reconhece que a descoberta da função gestora é aprendida na prática, conforme se está pronto para o desafio quando este se apresenta.
incorreta, pois ignora que apenas o domínio técnico sobre administração, legislação e planejamento é insuficiente para compor a identidade profissional.
incorreta, pois desvaloriza o talento natural que certos professores têm para o exercício da gestão escolar, como a capacidade de liderança.
incorreta, pois assume a identidade profissional como algo processual em vez de resultado da formação em gestão.