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Considerando os debates contemporâneos sobre os processos de construção da infância e da educação infantil, assinale a alternativa que expressa, de forma coerente, a articulação entre os dispositivos institucionais e as formas de reconhecimento da criança como sujeito social.
A infância, em sua formulação moderna, constitui uma etapa da vida cuja delimitação advém de estruturas discursivas e normativas que, embora orientadas por pressupostos científicos, não excluem a valorização das experiências espontâneas e afetivas da criança como princípios educativos.
A consolidação da infância como objeto de políticas públicas decorre de uma progressiva distinção entre os papéis sociais atribuídos à criança e ao adulto, processo que, ao mesmo tempo que amplia a escuta da criança, também a inscreve em regimes de visibilidade que tensionam sua condição de sujeito de direitos.
O reconhecimento da criança como categoria social específica implicou a configuração de um campo educativo fundado na interlocução entre as políticas de cuidado e as exigências de desempenho, resultando em formas de intervenção pautadas tanto por valores formativos quanto pela neutralidade das técnicas pedagógicas.
As práticas sociais voltadas à infância, desde sua emergência como campo de interesse público, têm oscilado entre a afirmação da autonomia infantil e a manutenção de formas implícitas de tutela, ainda que os marcos regulatórios mais recentes privilegiem uma abordagem centrada na autodeterminação da criança.