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Um Professor Bilíngue acompanha o desenvolvimento linguístico de estudante de 8 anos, falante nativo de português, que iniciou a aprendizagem formal de inglês há dois anos. O professor observa que o estudante demonstra boa fluência em conversações cotidianas, porém apresenta dificuldades significativas em atividades acadêmicas que exigem linguagem mais complexa e abstrata em inglês. Com base na distinção proposta por Cummins entre diferentes dimensões da proficiência linguística, essa situação pode ser explicada pelo fato de que:
A discrepância observada indica que o estudante atingiu um platô de fossilização, sendo improvável progresso adicional na proficiência em inglês sem imersão total no país de origem da língua.
O desenvolvimento da fluência conversacional necessariamente precede e impede temporariamente o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, devendo o professor aguardar a consolidação completa da oralidade antes de introduzir demandas cognitivo-acadêmicas.
A situação descrita caracteriza bilinguismo subtrativo, no qual o desenvolvimento do inglês está comprometendo as habilidades acadêmicas previamente desenvolvidas em português.
O estudante apresenta atraso global no desenvolvimento linguístico em L2, indicando necessidade de intervenção fonoaudiológica especializada antes da continuidade do programa bilíngue.
O estudante desenvolveu adequadamente as habilidades comunicativas interpessoais básicas (BICS), que se manifestam em contextos comunicativos cotidianos com suporte contextual, porém ainda não desenvolveu plenamente a proficiência linguística cognitivo-acadêmica (CALP), necessária para tarefas descontextualizadas e cognitivamente exigentes.