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Leia o excerto a seguir:
"O segredo profissional − o que se vem a conhecer de íntimo e pessoal no exercício da profissão faz parte do que se denomina de segredo natural ou segredo confiado e só se pode usar para melhor prestação de serviço e não para outros fins, a não ser em casos de grave e urgente perigo para o cliente, para si, para terceiros ou para o bem comum."
(OLIVEIRA, A. R. Ética Profissional. Belém: IFPA; Santa Maria: UFSM, 2012, p. 60. Adaptado.)
Um servidor da Secretaria Municipal de Saúde, ao realizar visita domiciliar em área de sua comunidade de residência, obtém informações sobre condição de saúde de vizinho com quem mantém relações de proximidade. Posteriormente, em conversa informal com outros moradores, é questionado sobre a situação de saúde dessa pessoa. À luz do princípio deontológico apresentado no excerto, a conduta ética do servidor caracteriza-se por:
Solicitar transferência para área distinta de sua residência, eliminando a possibilidade de conflitos entre suas obrigações profissionais e seus vínculos comunitários.
Compartilhar informações gerais que não identifiquem diretamente o estado de saúde, equilibrando o dever de sigilo com a manutenção das relações comunitárias.
Avaliar individualmente o conteúdo das informações para determinar quais dados podem ser compartilhados sem prejuízo ao vizinho ou à sua própria reputação profissional.
Preservar as informações obtidas no exercício funcional, distinguindo claramente os papéis de servidor público e de membro da comunidade, ainda que isso gere desconforto nas relações de vizinhança.
Informar previamente ao vizinho que precisará revelar algumas informações caso seja questionado, obtendo consentimento tácito para compartilhamentos pontuais.