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O trecho a seguir discute uma tensão presente na pedagogia social:
A maioria das instituições de Pedagogia Social podem realmente ater-se ao princípio pedagógico fundamental de servir tão somente ao fomento e apoio das situações existenciais sujeitas a dificuldades de desenvolvimento, ou melhor, não acabam sendo, sempre ou na maioria das vezes, também agressão, controle ou domesticação com respeito ao projeto de normalidade que a sociedade promove?
Podemos destacar que o posicionamento apresentado no trecho critica que:
embora a Pedagogia Social consiga, na maioria das vezes, realizar plenamente seus objetivos de autonomia e emancipação, as instituições seguem sendo protegidas das pressões que envolvem controle e normatização.
sistematizar as instituições de Pedagogia Social que operam como espaços neutros, que devem capazes de garantir exclusivamente práticas de emancipação, independentemente de demandas sociais ou políticas.
defender a existência de mecanismos de controle nas instituições são exceções pontuais, geralmente restritas a contextos extremos, não representando um problema estrutural no campo da Pedagogia Social.
definitivamente, a atuação institucional na Pedagogia Social deve limitar-se ao acolhimento emocional, evitando qualquer interferência nas dinâmicas sociais mais amplas ou nas políticas públicas de controle.
embora o objetivo declarado da Pedagogia Social seja o apoio e o desenvolvimento dos sujeitos, as instituições frequentemente reproduzem mecanismos de controle e domesticação em consonância com expectativas sociais de normalidade.