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Em seu artigo “Indisciplina escolar: uma construção coletiva”, Maria Lucia Boarini (2013) analisa diferentes formas de compreender a indisciplina escolar, mostrando que esse fenômeno pode ser explicado a partir de perspectivas variadas, que envolvem o aluno, a família, a escola e a sociedade.
A partir dessa discussão, segundo a autora, a indisciplina deve ser compreendida como:
uma característica individual do aluno, ligada à sua personalidade e aos traços pessoais que determinariam seu modo de agir na escola.
um fenômeno coletivo produzido historicamente nas relações sociais e escolares, construído nas interações entre sujeitos e instituições.
uma consequência exclusiva de falhas na estrutura familiar, atribuída à ausência de limites ou à organização do ambiente doméstico.
um problema restrito às escolas públicas e às classes populares, associado às condições socioeconômicas mais desfavorecidas.
um resultado natural da fase da adolescência, entendido como algo próprio do desenvolvimento etário dos jovens.