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Em contraposição às tendências liberais, as tendências pedagógicas progressistas (Libertadora, Libertária e Crítico-Social dos Conteúdos) partem de uma análise crítica da sociedade capitalista, enxergando a educação como um instrumento de transformação social e de superação das desigualdades. Elas não buscam a adaptação do indivíduo ao sistema, mas sim sua conscientização para que possa intervir e modificar a realidade. Cada uma, no entanto, propõe caminhos e metodologias distintas para alcançar esse objetivo de emancipação. Considerando as características das tendências pedagógicas progressistas, assinale a alternativa correta.
A Pedagogia Libertária, inspirada no anarquismo e em experiências como a de Célestin Freinet, propõe uma organização escolar centralizada e diretiva, onde o professor detém o poder de decisão para garantir que os alunos aprendam os conteúdos essenciais para a revolução social.
A Pedagogia Libertadora, sistematizada por Paulo Freire, baseia-se na transmissão de conteúdos universais pelo professor para os alunos (educação bancária), visando prepará-los tecnicamente para a superação das opressões por meio da ascensão no mercado de trabalho.
As tendências progressistas, em geral, desvalorizam o papel do professor como mediador do conhecimento, focando exclusivamente na experiência espontânea do aluno (espontaneísmo) e na sua adaptação psicológica ao ambiente, sem uma crítica social.
A Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, associada a autores como Libâneo e Saviani (em sua vertente Histórico-Crítica), defende que a transformação social passa pela apropriação crítica do saber elaborado (conteúdo científico e cultural) pela classe trabalhadora, mediada pelo professor.