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No contexto da alfabetização nos Anos Iniciais, a Neurociência da Aprendizagem destaca a importância da neuroplasticidade e do sistema de "reciclagem neuronal". Segundo Stanislas Dehaene, o aprendizado da leitura exige que áreas do cérebro originalmente destinadas ao reconhecimento visual de objetos sejam "recicladas" para o reconhecimento de grafemas e fonemas. Considerando essa perspectiva neurocientífica e a prática pedagógica, assinale a alternativa que apresenta a conduta docente mais coerente para potencializar a consolidação da memória de longo prazo no processo de alfabetização:
Priorizar atividades de memorização exaustiva de listas de palavras isoladas, visando o fortalecimento das conexões sinápticas por repetição mecânica.
Utilizar estratégias que integrem a percepção multissensorial (visual, auditiva e cinestésica), estimulando diferentes redes neurais para favorecer a codificação e a recuperação da informação.
Focar exclusivamente no método global de leitura, partindo de textos complexos desde o primeiro dia, pois o cérebro da criança é naturalmente programado para compreender significados holísticos antes de decodificar partes.
Isolar o ensino da leitura das atividades motoras, uma vez que a neurociência comprova que as áreas de processamento visual e motor são independentes e não interferem na aprendizagem da escrita.
Evitar o uso de jogos e ludicidade, pois o excesso de estímulos dopaminérgicos durante a aula pode causar "ruído cognitivo", impedindo a formação de memórias estáveis no hipocampo.