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Segundo a historiografia literária proposta por Nelly Novaes Coelho em Literatura Infantil Brasileira: História, Teoria, Crítica (2000), a produção de livros para crianças no Brasil atravessou diversas fases, desde as adaptações pedagógicas do século XIX até a ruptura modernista. Sobre os precursores e consolidadores desse gênero no país, é correto afirmar que:
os textos de autores como Abílio César Borges (Barão de Macahubas) priorizavam a função estética da linguagem em detrimento das intenções moralizantes e doutrinárias da época.
a obra de Monteiro Lobato representou a continuidade do modelo europeu de contos de fadas, mantendo a estrutura clássica de submissão infantil às figuras de autoridade adulta.
a produção de Figueiredo Pimentel, com a obra Contos da Carochinha, marcou o início de uma literatura de entretenimento que valorizava o folclore nacional como base pedagógica.
as narrativas de Viriato Corrêa, na primeira metade do século XX, focaram na reconstrução histórica do Brasil com o intuito de fortalecer o sentimento cívico e o ideário nacionalista.
a literatura infantil brasileira contemporânea abandonou os preceitos de intertextualidade iniciados por Lobato para focar na descrição literal de fatos cotidianos da criança.