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Em uma creche municipal, a equipe da Secretaria de Educação faz uma visita para constatar que Lucas, de 2 anos e 6 meses, demonstra habilidades cognitivas muito acima da média para sua faixa etária. Ele já lê, faz associações lógicas complexas e apresenta grande curiosidade por temas abstratos. Oportunamente, a professora relata que os pais têm dificuldade em compreender como lidar com a criança em casa e pedem orientação.
À luz deste contexto, o poder público deve:
aplicar atividades padronizadas da turma da creche, evitando oferecer desafios diferenciados para não gerar desigualdade entre os colegas.
conduzir o caso de modo informal por equipe multiprofissional, sem registro nem plano de acompanhamento, visto que se trata de um talento que pode ou não ser desenvolvido.
aguardar a matrícula obrigatória no Ensino Fundamental, quando o atendimento especializado poderá ser formalmente iniciado por equipe multiprofissional.
realizar visitas domiciliares intersetoriais, com apoio multiprofissional, oferecendo orientações e estímulos adequados ao desenvolvimento precoce da criança.
reorientar os pais para reduzir os estímulos cognitivos, preservando a infância e evitando sobrecarga intelectual.